Quem inventou é discreto. Alegria não vem de explosão, ou gritos. Vem de felicidade. Desde sempre ela mora em corações, lembranças, caixas de música, tim-tim e imagens congeladas em papel ou retina. Atende também por euforia, júbilo, empolgação, vem cá que a vida é agora. E riso. E gargalhadas também. E lágrimas.Porque é freqüente usar a lágrima como condutora de um contentamento muito grande, sabia? Mais ou menos como fazem João, Bebel, Arrelia e aquela avó pequenina que limpa com Coca-Cola as bordas dos porta-retratos. No mais, pouco importa se estás alegrinho de bebes doces ou amargos, se o beijo foi bom, se teve gol, se as palmas foram altas, se houve fogos de artifício em formas de cascatas ou se deu certo, é tudo sim.

As borboletas descobriram seu estômago, aquele olho finalmente viu ou a sua vida está com som, fúria e a trilha sonora dos seus sonhos. Porque quando nossos setenta por cento atingem os tais cem graus necessários para o ebulir da alegria, tanto faz.

A gente quer é viver.

João Silveira

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