2012, como se fosse o último.

By January of 2012Blog, Caos, Cotidiano
Carta de Vinhos da Vida

O mundo não vai acabar daqui 11 meses. Mas, e se acabasse?

Pode ser coisa da minha cabeça, mas essa pergunta tem feito de 2012 – por mais idiota que isso possa parecer – um ano diferente. Começo de ano sempre tem aquela coisa de resoluções, de promessas, de planos e sonhos para fazer nos próximos meses, mas esse parece que tem um algo a mais, um tempero que não tinha provado nos outros.

Seja como for, tomei a decisão de que 2012 vai ser um ano do caralho. Vai que é o último…

2012

Na dúvida...

Eu sempre pensei que cada ano das nossas vidas tem uma importância, daquelas que a gente só entende depois de ter vivido, olhando para trás. O Jobs disse isso naquele discurso foda de 2005: “Só ligamos os pontos da vida bem depois de que eles acontecem”. Fiz uma análise dos meus últimos anos no final do ano passado, e, também por isso, decidi que 2012 precisava ser diferente. Os anos de “beta-version” acabaram, é hora de começar a jogar esse jogo de verdade.

Decidi que 2012 vai ser um novo começo para a minha vida. E não vai ser um novo fim, mas pura e simplesmente um novo começo. Um novo impulso, a partir de novos conceitos.

Decidi que, em 2012, não vou fazer planos – vou realizá-los. Fiz muitos planos nos últimos anos. Dos meus, de verdade, poucos saíram do papel. Rabisco, planejo, arquiteto, alinho, estudo, mas normalmente coloco uma outra prioridade na frente. Uma prioridade de outra pessoa. Nessa lida, encontrei poucos que me apoiaram de verdade, e esses merecem ser valorizados e reconhecidos.

“Ao vencido, ódio ou compaixão; ao vencedor, as batatas”.

Decidi então que, em 2012, vou ser mais egoísta. Meus últimos anos foram dedicados aos outros: minha prioridade foi ser um bom marido, um bom profissional, um bom filho. Essa busca pelo todo traz o nada, ou só o médio. Tudo isso não deixou que eu fosse a melhor versão de mim mesmo. Pelo contrário, trouxe algumas consequências, com as quais não pretendo conviver mais.

Defini que 2012 é  o ano de manutenção da vida. Do meu físico e do meu psicológico. E também o ano de resgatar aquela vontade que já estava meio esquecida, de buscar no mundo uma forma de viver ele próprio plenamente. É o ano de realizar aquilo que for fazer o meu coração bater mais forte, que for me deixar com frio na barriga. Com brilho no olho. A busca do novo, do diferente, que sempre me seduziu, mas que estava ali meio de lado, sobreposta e esquecida.

É a volta do júbilo. Tempo da temperatura chegar aos tais 100ºc e a sensação de que tudo é possível tomar conta.

Carta de Vinhos da Vida

A carta de vinhos dessa vida.

Tenho sido muito pouco faminto, e, principalmente, pouco tolo nos últimos anos.

E isso foi um erro.

E o que define isso é uma palavra só: possibilidades. Essas pequenas decisões que tomamos todos os dias, várias vezes por dia, e que definem quem somos, ao lado de quem estamos, quanto pesamos, onde trabalhamos e quanto nos pagam por isso. No fim das contas, a pergunta é “O que te move?”, ou “O que move as tuas decisões?”.

(Pegou a mensagem “camuflada” no final do vídeo?)

Acho que estou voltando a encontrar uma resposta para essas perguntas.

Bastou procurar um pouco aqui dentro. :)

Há quem diga que a visão do fim, ou da possibilidade dele, é um dos maiores combustíveis da vida – alguém é capaz de dizer o contrário?

Como diria o poeta, “A vida é pra valer, e não se engane não, tem uma só. Duas mesmo que é bom. Ninguém vai me dizer que tem. Sem provar muito bem provado, com certidão passada em cartório do céu e assinado embaixo: Deus. E com firma reconhecida! A vida não é brincadeira, amigo. A vida é arte do encontro, embora haja tanto desencontro pela vida.”

Afinal de contas, a vida – meus amigos – é de graça. E tem gente que paga pra viver.

 

João Silveira

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Join the discussion 2 Comments

  • Ana Denise says:

    Ótimas reflexões. Ser assertivo é uma arte. Somos treinados a ser bonzinhos, e não se sabe dizer não. Sem emoção. Com razão e delicadeza.
    A Era de Peixes acabou. A do sacrifício por alguém. Agora o melhor que podemos fazer aos outros, é fazer o melhor por nós mesmos. Se estivermos bem, influenciaremos DIRETAMENTE o bem-estar dos outros. Isso é muito melhor para nós, e com certeza os outros irão reconhecer essa energia boa

    Um abração, ex-pupilo.

  • […] último post eu falava sobre o quanto 2012 representa pra mim um ano diferente, um ano em que tudo pode acontecer e os caminhos da vida podem […]

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